segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minha ausência...

A minha ausência aqui no blog é talvez algo que eu não sei dizer ao certo o porquê. Estou vivendo mais eu acredito a vida fora do campo virtual, praticando mais a leitura em livros e dedicando um pouco mais aos meus estudos. Poderão me encontrar no "facebook" e no "e-mail" com um pouco mais de frequência durante este período de dezembro e janeiro. Queria agradecer a todos que por aqui convivi e digo que aprendi muita coisa por aqui. O blog continuará, mas as postagens cessaram por enquanto.
Um abraço.
Jones Barreto.

domingo, 4 de setembro de 2011

É possível. Eu acredito.

 A possibilidade que eu tanto procurava ao redor de mim eu encontrei. Aliás, estou encontrando. Porque, a cada dia que passa, sinto-me alguém diferente. Experiências que vivencio a todo momento vão fazendo parte da minha e vão me tornando uma pessoa melhor, como assim prefiro dizer. A possibilidade eu encontrei, mas percebi que fui eu que a fiz. Agradeço ao mundo, especialmente às pessoas, pela ajuda, pela companhia, pela amizade, pelos risos, pelos desafios, pelos momentos. Faço da possibilidade a fonte da minha vida e a fonte de ajuda do mundo, fonte de realização. A cada passo que dou eu me torno. Eu me torno alguém diferente, que não se esquece de quem era, mas vive quem está sendo. E por isso eu insisto em continuar. Porque acho que ainda seja possível: ser e ajudar um outro alguém a ser. Assim, eu insisto na caminhada. Não é porque dizem. É porque eu acredito e luto!
(Jones Barreto Corrêa)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ela me disse

Perguntei a ela, um dia, o que ela havia sentido naquela noite.
Ela me disse que havia caído, machucado e até passado mal.
E também me falou de como tudo aconteceu.

Mas, ao falar daquele mal,
Que com medo, estremeceu,
Ela respirou fundo e se levantou.

Ontem, ela me disse que muito apanhou,
Hoje, ela me disse que foi por causa do tombo que ela cresceu.
(...)
Foi o que a vida me disse.
Ela viveu e aprendeu.

(Jones Barreto Corrêa)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sonho


Qual seria a graça de um grande sonho, sonhado de olhos fechados, se não eu não tivesse a oportunidade de descobrir se ele pode ser realizado de olhos abertos?

Talvez, eu não consiga realizar todos os meus sonhos. 
Mas, eu posso sonhar todas as minhas realizações...
e lutar para que aconteçam.

(Jones Barreto Corrêa)

domingo, 3 de julho de 2011

Meu caderno

A cada dia que passa as folhas do meu caderno se multiplicam.
Já se foram muitos lápis, canetas, pincéis, figuras e palavras. Aprendi muita coisa. Mas, eu preciso de muito mais a cada dia. Não gosto de escrever no meu caderno sozinho. Até convidei alguns amigos pra me ajudar. E eles me ajudaram a escrever textos tão interessantes, que até plastifiquei. Senti muita coisa. Outros, desconhecidos, entraram no meio pra também tentar escrever e não é que também eu gostei. Sentimentos são contados, momentos são vividos, palavras que são ditas. Há histórias que dá vontade de apagar. Mas, eu me espanto por eu não ter uma borracha. Só eu que preciso esquecer. Às vezes, essas palavras fogem da linha, ficam tortas e descontroladas. Aí eu tenho que tentar dar um jeito. Preciso pôr várias formas. 
No meu passo, no meu ritmo, vou escrevendo. 
Às vezes devagar, de vez em quando, depressa. 
Mas, ao mesmo tempo é estranho. 
Porque na última folha tem um ponto final. 
Um ponto final desenhado de lágrima. Não sei se por tristeza ou felicidade.
Mesmo assim, eu insisto em rabiscá-lo, em escrevê-lo.
Isso é o que me dá vida! Dá-me sentimento.
E não é o caderno mais bonito, mas é o caderno que eu tenho. 
É o caderno que é meu. 
E é nele que eu conto uma história por dia.

(Jones Barreto Corrêa)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A maior prisão, talvez


Acredito que a maior prisão de um ser humano é aquela na qual a única sensação que invade seu corpo é o medo de sair pela porta e enfrentar a sociedade.

(Jones Barreto Corrêa)

Permanência.

Pensei um pouco na história do meu blog e no significado que ele tem pra mim durante quase 2 anos. Ele produziu sentidos muitos significativos na minha vida, proporcionados por muitos de vocês. 
A decisão que tomei é a de não desativá-lo, mas continuar com escritos parelelos..
O pequeno..."Ser"

É uma confusão aqui dentro da cabeça! ;P
Obrigado.
(Jones Barreto)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Ensinamento"


Há dias algo me faz sentir algo diferente. 
Desde pequenos vamos sendo "moldados", instruídos e aos poucos vamos aprendendo o que se deve e o que não se deve fazer. Ao longo da vida passamos por várias fases. Dentre elas, a escola. Vamos aprendendo, descobrindo e experenciando costumes, cultura, modos de agir, de nos comportar. A escola nos prepara, hoje, para a competição, para a qualificação a qualquer preço. O mundo pautado no dinheiro impõe desafios, sofrimentos, individualismo. Somos introduzidos na lei. Ou melhor, nas leis. Nas leis que nos coloca algemas, camisas de força ou mesmo nos deixa soltos, sem saber para aonde ir. Então, elas novamente nos prende.
Valorizam o conhecimento, os estudos, a tecnologia, o currículo, o QI...
Crianças cada vez mais se "entopem" de tarefas extras, cursos de línguas, cursos de computação e por assim vai...
Assim, o mundo faz com que nós passamos a engolir a nós mesmos. Ele é cruel. Ele deseja o melhor em saber, em conhecer.

Passamos pela escola, pela faculdade, pela pós-graduação, pelo mestrado e assim vamos nos qualificando até sermos os bam bam bans...
Vamos nos afastando de nós mesmos. Mas, vamos nos afastando dos outros. Das pessoas que passam por nós, da nossa família.
Não quero dizer que isso não deva ter ou acontecer. É preciso, é necessário. Mas...
Talvez, esquecemos que pessoas estão ao nosso lado, pedindo um pouco de afeto, um pouco de carinho, um pouco do nosso tempo "tão corrido", como assim dizemos. Não escutamos amigos que nos chamam para sair, para conversar, para contar um caso, pra contar da vida...
Talvez, esquecemos que alguém precisa apenas de um tempinho nosso.
Um abraço, uma conversa, uma piada...
O que quero dizer...é que aprendi algo depois de anos e anos de vida, apesar de novo.
Já escrevi uma vez, mas escreverei de novo, pois, acredito muito no que quero passar.

 Ensinamento
"Minha mãe me disse um dia que os estudos eram a coisa mais "fina" do mundo .
Não. Não é.
A coisa mais "fina" do mundo é o sentimento.

 ..
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
Ela falou comigo:
- "Coitado, até essa hora no servo pesado".
 
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Ela não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
"

(Adélia Prado)
(...)

sábado, 4 de junho de 2011

Sor(Rir)!

Foto: Blog "OsMeusSapatosdePrata"

A cada dia que passa,
o ato de rir me facina.
Mas, falo daquele riso sincero, daquele ser autêntico.
Daquele riso que alucina!

Pode ser sozinho, pode ser em grupo.
Pode ser na rua, na escola ou até na cozinha.
Pode ser em qualquer lugar.
Pode ser com sorriso largo
Ou até sem nenhum dente mostrar.
Pode ser alto ou até baixinho.
Aliás, melhor com um do que sozinho.

Mas, falo daquela piada,
que faz morrer de rir.
Falo do caso engraçado, da vida real, das palavras estranhas,
da história inventada.
Falo daquele momento,
que você não insiste, que você não implora.

Falo do que é espontâneo, do que é verdadeiro,
do que é engraçado.
Não falo fingimento. 
Mas, pode ser fuga da vergonha.
Infelizmente, constrangimento.

Pode ser de dia. Talvez, à tarde.
Ou pode ser à noite.
Na conquista ou quando há amizade.

A cada dia que passa, repito.
O riso me fascina.
Faz crescer. Faz melhorar.
Faz reagir, faz aprender.
Traz calor, traz perdão.
Faz sorrir, faz lembrar.
Faz falar.
Faz feliz.


(Jones Barreto)

domingo, 22 de maio de 2011

Sensação














Calor, medo, frio, dúvida, grande confusão...
Delírio, atordoamento, um pouco de ilusão...
Terror, perversidade, quase alucinação...
Inquietude, febre, amor, menos aversão...
Malandragem, angústia, muita tensão...
Cansaço, correria, dor, percepção...
Desejo, fetiche, fantasias...
É muita sensação...

Quando tudo isso paira sobre alguém,
Como se cura?
O que se faz?
Talvez, eu não queira cura.
Nem mesmo me encher de remédio.

Quero vontade.
Quero fome.
Quero algo que seja de dentro.
Quero verdade.
Quero, simplismente, 
Sentimento...


(Jones Barreto)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

De olhos fechados

"De olhos fechados, buscarei te ver.
Irei me abrir, para tentar me aproximar.
Escutarei, sem buscar te explicar.
Uma verdade que é tua.
Vamos conversar. Uma vida que é tua.
Compreender. Escolher. Vivenciar. Desejar...
Sentir...
VamoSER..."

(Jones Barreto)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NÃO à violência sexual!


 Diga NÃO à violencia, ao abuso e à exploração sexual!
Vamos lutar pelas crianças e pelos adolescentes!

Violência aprisiona!
Quem negligencia também violenta!

Faça Bonito!
Denuncie.

Luta Antimanicomial !

Quem não tem uma loucurinha lá no fundo que desperta de vez em quando?

Eu sou um pirado pela vida!
E fico malucão quando tenho alguns problemas para resolver!
 Sou um doidão que anda pela rua sem que ninguém fale... HAHA!
E por que eles é que vão ser julgados e trancados em hospícios, manicômios ou hospitais psiquiátricos...
Neste momento, muitos estão sendo maltratados e aprisionados, piorando e falecendo.

E você, o que me diz?



Eu digo uma coisa...
Respeito às diferenças!
Todo mundo gosta, mas poucos o fazem..
Afinal, 
Visto bem de perto, quem é que é normal?


(Jones Barreto)

domingo, 15 de maio de 2011


 "O  pão preparado com amargura satizfaz somente a metade da fome."


(Khalil Gibran, citado por Raquel Amarante)

Permitir escutar.

Talvez, 
Eu não tenha a resposta que mudará o seu caminho
ou lhe tornará uma pessoa melhor. 
Mas, buscarei ouvir-lhe com toda a minha atenção e sensibilidade.

Sentindo raiva ou expressando seu ódio,
Estarei logo ao seu lado.
Ouvindo o que tem pra dizer.

Permitirei-me ouvir, sem julgamentos, cada palavra ou gesto que a mim dirijir.
Permitirei-me lhe ajudar, sem a minha vida eu misturar.
Não vou mentir.
Mas, se preciso, omitir.
E, assim, caso você me permita,
eu responderei.
Sem truques ou mentiras.
 Que as palavras sinceras serão as sempre ditas.
Daqui pra frente, então,
meu acordo será este:
Caso queria conversar,
Vou me permitir.
Irei sempre lhe escutar.


(Jones Barreto)

sábado, 14 de maio de 2011

"Não se trata de saber por que somos livres,
Mas sim, de encontrarmos os caminhos da liberdade".

(Jean-Paul Sartre)

Meu-Caminho.

Um dia, o mundo "tomou conta" de mim.
Fez-me fantoche,
Que mais parecia um brinquedo.
Fez-me boneco.
Que mais parecia um chaveiro.

Não sabia de muita coisa.
Pouca coisa eu conhecia.
Muita gente desconhecia.
Com cordas pequenas e pernas curtas fui um quase-ninguém.

Mesmo bem devagar,  eu caí.
Mesmo falando, calei.
Um dia, porém, gritei.
Fui me tornando um menos-ninguém.

Meu caminho fui construindo e nele fui seguindo.
 Às vezes, eu me perdi.
Outras, arriscando, feliz segui.
Pessoas me ajudaram
Algumas outras me ensinaram.
Outras, porém, derrubaram.
Fui me tornando um não-ninguém.

O que de melhor aprendi
é que posso ser livre.
Livre para escolher o meu caminho.
Por mais pedras que encontre,
Posso ser livre para escolher quem me tornarei.

Hoje,
Não sei tudo de mim.
Mas, sei muito das coisas que quero.
Sei muito das pessoas que amo.
Sei muito da pessoa que sou.
É o meu caminho.
Pode ser confuso e indeciso.
Talvez, contente e tranquilo.
Pode ser Tudo!
Ou talvez nada!
O Meu-caminho depende de mim.


(Jones Barreto)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

(Des)Humanização.

Há coisas na minha vida que me chama muita a atenção.
Quando você se dá conta...
Alguns chamam isso de paradoxo,
Outros, talvez, de preconceito,
Outros ainda de discriminação.

Não se pode fazer da atitude de uns o julgamento de todos. 
Há pessoas e há pessoas. A diferença é um pouco sutil. Não julgo. Não deprecio. Gosto de animais e os trato muito bem. São seres que me fazem um bem imenso. E como gosto deles! Admiro canis que tratam cachorros que andam pelas ruas. Mas, o que me assusta é o que fazem com os seres humanos. O que me espanta e frequentemente me faz indignar é o que fazem com eles. Ou, muitas vezes, o que não fazem para eles.

O que passei a chamar de desumanização.
Coisa que não deveria acontecer de modo algum.
Mas, não fazem com animais.
E são os humanos que sofrem mais.
Fazem de um animal um ser humano
e do ser humano um "animal".
Melhor dizendo,
Com o ser humano fazem coisas muito piores.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Do pronome "nós".


Crescimento começa por dentro,
Mas também se cria por fora.

Não nascemos sós,
Nem morremos sós.
Somos sempre do pronome "nós".

Você me ensinou a falar.
Ensinou-me também a dizer.
Mais um pouco, a refletir.
Então, a perceber.
 Uma mistura maluca!
um pouco de eu, mas também de você.

Porque dentro de cada um de nós,
tem sempre algo de dentro
e sempre algo de fora.

Deixei um pouco de mim,
mas levei um pouco de ti.
Por que a vida é assim?

Vivo atrás de você.
Talvez, sem saber...
Você vive atrás de mim.

Com você eu cresci,

Porque, talvez, a vida é assim...
Eu com um pouco de você,
Você com um pouco de mim.


(Jones Barreto)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Levarei comigo. [*]


Muitos textos tenho lido.
Muita música por aí.
Suei tanto na correria.
Por lugares eu passei,
Onde nunca pensava ir.

Escrevi até que meus dedos calejassem.
Sofri muito sem saber aonde ir.

Mas, uma coisa eu sei que vou levar para sempre.
Não são livros nem tecnologia.
Não são vídeos. Não são jogos.
 Nem as poesias de cada dia.

Pra ser sincero,
Vou levar coisa melhor...
Levarei a amizade.
Das pessoas que de verdade eu conheci.
Que de momentos fiz um grande encontro.
Tanto alegres,
Quanto hostis.
Que de palavras fiz um grande amigo.
Levarei cada rosto,
Levarei cada sorriso.


(Jones Barreto)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Simples conclusão. [*]


Pois, então, cheguei a um simples conclusão.
A esperança é realmente a última que morre,
E que a vida não tem sentido sem um pouco de emoção.

Dei a volta ao mundo à procura de alguma coisa que fizesse a diferença.
Encontrei morte,
Encontrei corrupção.
Encontrei hipocrisia.
Encontrei destruição.

Mas, uma coisa eu encontrei,
Que me fez continuar.
Foi a conquista da paz,
e a amizade que muitas pessoas sabem cultivar.

Foi o grito de "eu te ajudo",
que um desconhecido me disse,
quando eu não queria mais andar.
Foi a sinceridade,
Que me fez continuar.

Assim, cheguei a uma simples conclusão.
Mesmo com a mais intensa das fomes.
Mesmo com a mais intensa das sedes.
Há sempre a esperança,
de que a vida pode mudar.
Que o sentimento reside em nós.
O amor.
E é isso,
que me dá força pra continuar. 


Jones Barreto

sábado, 2 de abril de 2011

Nas palavras diversas... [*]


Cegos, surdos...
não enxergam, não escutam.
não veem o que eu vejo, não escutam o que eu ouço.
não podem ver o que, algumas vezes, olhos e ouvidos denunciam.

É aqui que eu me engano e entendi.
Eles podem perceber e muito mais compreender.
Talvez, 
muito mais além do que se vê.

Nem melhores nem piores.
Simplismente, falam, escutam e percebem...
de um jeito que é bem particular.

Não julgam pela sua cor nem pelo seu estilo.
Não escutam preconceitos nem falsidades.
Julgam, simplismente, por aquilo que você tem por dentro.

Cegos, surdos...
não enxergam, não escutam.
Mas, nas palavras diversas,
eles são iguais,
podem sentir...
e é nisso,
que eu acredito até o fim.

Jones Barreto


terça-feira, 29 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Um simples "Bom Dia".[*]


Naquele dia, parecia o pior dia do mundo.
Não havia sol e nuvem aparecia.
Começava-se o dia. Era plena segunda-feira.
E a rua, assim, de gente enchia..

De repente, no ponto de ônibus eu parei.
A confusão era certa. Uma chuva parecia estar por vir.
Lá bem no fundo do ônibus alguém aos prantos chorava.
Foi, então, que senti.

Que eu não posso salvar o mundo assim simplismente.
Contar uma história e querer que sejam felizes para sempre.

Mas, eu posso, apesar de tudo,
No mais trágico do dia..
Escutando a mais triste melodia..
Fazer alguém sorrir.
Com um simples,
mas sincero desejo de "Bom Dia..."

(Jones Barreto)

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Encontro. [*]

"De repente, ela se fez ausente.
Surgiu sem ninguém ver.
Foi embora sem ninguém entender.

Mas, isso não não faz mal algum.
Simplismente não importa.
 

Foi um encontro simples,
de duas palavras e meia.


Lentamente veio.
Rapidamente foi embora.
Mas, deixou-me algo.

Deixou um pouquinho dela
E levou um pouquinho de mim.
Assim, ela se fez presente. Tornou-se especial.
Fez-se presente em nós. Fez-se presente em mim."

Jones Barreto

sábado, 19 de março de 2011

Qual a coisa mais "fina" do mundo?

"Minha mãe achava o estudo a coisa mais "fina" do mundo.
Não, não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento."
(Adélia Prado)


Não venho dizer que eu não seja capaz de sentir ou coisa parecida, mas uma simples palavra foi capaz de me provocar dúvidas...

Talvez muitos tenham a sensação de viver num momento onde o mundo pede socorro. São furações, "tsunames", enchentes, terremotos, assassinatos, mortes, corrupções, autoritarismos, explosões, brigas, crises... E talvez a lista não pare...
Temos, talvez, a sensação de termos milhões de cientistas criando diriamente as mais magníficas tecnologias com as suas centenas de milhares de utilidades...
Temos, tavez, meios e modos de criar e recriar tudo a favor do homem.
Mas, mesmo assim ele parece pedir socorro...

Assim....
O sentimento talvez não me traga mais dúvidas...
Talvez ele seja a "dúvida"...
a dúvida de que precisamos.
e que, talvez, precisamos valorizar...

Talvez experimentamos o sentimento do nosso seu modo, da nossa maneira e o guardamos num baú bem velho...
Assim, ninguém nunca ouvirá dizer, falar ou compartilhar aquilo que só você sentia..

Poderão ouvir seu nome ou mesmo dar um nome.
Então, talvez falte falar.
Falar do que se tem por dentro.

Talvez, o mundo precise disto.
Falar do sentimento que se sente.
De um pouco mais daquele sentimento refinado que muitos tem para oferecer...

Talvez, descobrir o que se tem realmente por dentro pareça tão valioso quanto se imagina.
E me parece que ajudar isso acontecer também pode fazer a diferença em muita gente.

O sentimento parece tão valioso que ninguém pode roubar a sua experiência de sentir.
De sentir algo por alguém ou por qualquer coisa do mundo.
De perceber um sentimento em alguém.
De recebê-lo de alguém...
De compartilhá-lo com alguém...
De dar, talvez, a coisa mais "fina" do mundo.

Ele pode fazer a diferença até vindo de alguém que eu costumamente considerava como apenas um enfeite.

Jones Barreto

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que tenho a dizer.[*]

Escutam com frequência palavras a meu respeito e, às vezes, nem ligam para o que eu mesmo tenho a dizer a meu respeito. Não que não seja bom ter referências e indicações, pois isso é legal, gratifica. Mas, às vezes, perdem-se no parece ser ou no suponho que seja. Assim, acabam por se esquecerem de me perguntar e ver o que faço, para me tornar o que sou.
Jones Barreto




domingo, 20 de fevereiro de 2011

música particular.[*]

Acredito que "pra viver é preciso sambar".

E o samba pode até parecer um pouco duro para alguns. E muitas vezes fácil para outros.
Num mundo onde acontece de tudo.
De tudo um pouco e um pouco de tudo.
Talvez seja preciso uma boa música.

E pode até montar uma banda. Combina-se a melodia, dá o tom e afina a bateria.
Mas, no fim das contas, é você que escuta a música. Dá o sentido que quizer.
O som parece até vir de fora.
Mas, o samba da vida vem sempre de dentro.
Você escolhe os passos, encontra seu ritmo.
Começa a sambar.

De repente o mundo diminui o som e quebra a harmonia.
A música parece chiar. O mundo parece calar. O samba parece parar.
Mas, aí você se espanta! Algo parece soar.
E você percebe que a música continua a tocar...
A tocar por dentro. Porque a música é apenas sua.
É sempre particular.

Jones Barreto

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mudança.[*]

Acredito e me permito dizer, que sinto uma mudança. Pode até ser que nada mudou ou foram as pessoas que mudaram, mas mesmo assim sou capaz de acreditar que algo aqui não está da mesma maneira do que era antes. De qualquer maneira, está fazendo a diferença. É algo bom. É felicidade sem sorriso. É uma experiência boa. Pode ser que este seja o caminho que eu buscava.
JonesBarreto

sábado, 29 de janeiro de 2011

Estado ausente[...]

Apenas venho desculpar pela ausência.
Estive viajando e cuidando de algumas coisas.

A partir desta semana agora serei menos frequente aqui...
Porém, aos finais de semana esforçarei-me para me fazer presente.
Os estudos me evocam. Ouço a voz do batente.
Espero que entendam.
Jones Barreto

domingo, 16 de janeiro de 2011

Diferenças que fazem a diferença. [*]

Há muitas coisas neste mundo que fazem a diferença.
Um simples olhar, um aperto de mão, um sorriso sincero, algumas palavras legais e assim continua...
Isso pode-nos fazer a diferença.
Mas, será que isso é bom para todo mundo?
Certamente, acredito que não!

Um abraço apertado, um elogio honesto, um filme marcante, uma pessoa amiga e assim por diante...
Quem riu da piada mais sem graça do mundo? Mas, para você era a melhor de todas!
Quem foi para uma cidade distante, desconhecida, sem computador, sem televisão? Mas, achou aquilo um dos melhores passeios da sua vida?
Quem saiu de casa para tomar banho de chuva em plena madrugada, enquanto pessoas lhe achavam um louco?
São pequenas coisas que podem também fazer a diferença. Deixa algo que nos toca. Faz sentir algo que nos marca. E isso faz a diferença.

Mas, por que será que "pouca" coisa faz tanta diferença?
Acredito que o grande motivo esteja explicado em cada um de nós...
Somos diferentes!
E acho isso a maior grandeza que exite entre nós!
Podemos gostar de coisas diferentes, falar coisas diferentes, sentir algo diferente, ser diferente.
E isso faz a diferença.

Um jogo com os amigos, uma festa com a galera, uma reunião em família, uma boa música, um passeio com os filhos...
Bolinhas de gude, peão, pula corda, queimada, esconde-esconde...
Pra muita criança e para muita gente, isso ainda faz a diferença.
Sentimos, choramos, falamos, chateamos, alegramos, rimos, gritamos, silenciamos...

Mesmo em lugares iguais. Criados em lugares iguais..
Mesmo os considerados gêmeos.
É cada um a sua maneira...
Cada um ao seu modo de perceber o mundo...
Isso muda o mundo.
Isso pede respeito.
Traz felicidade. Traz esperança.
Seja considerado rico. Seja considerado pobre.
Somos brancos, negros, mulatos, pardos e muitos outros.
Seja quem formos, fazemos a diferença.

Isso muda tudo.
Isso muda o mundo.
É com todas as nossas diferenças que podemos nos tornar iguais.
Somos seres humanos. Iguais na diferença!
Isso pede respeito!

Pelo menos é o que eu penso e digo. É o que acontece comigo.
E disso eu gosto demais!
Para me fazer a diferença só eu sei. Só nós sabemos.
Afinal, nossas diferenças realmente fazem a diferença.
(Jones Barreto)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O que eu vou dizer? [*]



Quando alguém te faz uma pergunta...
Você dá a ela a sua resposta ou você diz o que ela quer ouvir?
Será que dizer o que ela gostaria de ouvir lhe fará bem?
Será que nossa verdade lhe fará bem?ou lhe fará mal?

Às vezes, penso um pouco sobre essa pergunta e na resposta que darei a ela. Para mim, é complicada respondê-la. Por isso, não vou me exitar. Apenas deixarei essa questão. Queria saber um pouco sobre o que as pessoas pensam e/ou falariam diante de uma simples pergunta, de um amigo, de um parente ou de um desconhecido. Estou quase tendendo a "dar a minha resposta". Mas, confesso que tudo pode mudar conforme a situação, inclusive o que eu vou dizer.
Um grande amigo me questiona...
Eu respondo com o que eu quero dizer ou com o que acredito que ele gostaria de ouvir?
Será que respondo o que ele gostaria de ouvir para lhe deixar bem, mesmo sabendo que mais a frente, aquilo poderá lhe deixar muito mal?
Mais uma vez, penso que estou inclinando-me a "dar a minha resposta".
E até penso em responder com outra pergunta. Assim, ele mesmo poderia encontrar a resposta...
Eu poderia responder: "O que você quer ouvir? A minha verdade ou a que você quer ouvir?"
Dessa forma, acredito que não é tão simples assim.
Então, o que eu vou dizer? E o que você vai dizer?
A resposta que tenho agora é: vou pensar e cuidar um pouco disso...
Jones Barreto

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