segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ela me disse

Perguntei a ela, um dia, o que ela havia sentido naquela noite.
Ela me disse que havia caído, machucado e até passado mal.
E também me falou de como tudo aconteceu.

Mas, ao falar daquele mal,
Que com medo, estremeceu,
Ela respirou fundo e se levantou.

Ontem, ela me disse que muito apanhou,
Hoje, ela me disse que foi por causa do tombo que ela cresceu.
(...)
Foi o que a vida me disse.
Ela viveu e aprendeu.

(Jones Barreto Corrêa)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sonho


Qual seria a graça de um grande sonho, sonhado de olhos fechados, se não eu não tivesse a oportunidade de descobrir se ele pode ser realizado de olhos abertos?

Talvez, eu não consiga realizar todos os meus sonhos. 
Mas, eu posso sonhar todas as minhas realizações...
e lutar para que aconteçam.

(Jones Barreto Corrêa)

domingo, 3 de julho de 2011

Meu caderno

A cada dia que passa as folhas do meu caderno se multiplicam.
Já se foram muitos lápis, canetas, pincéis, figuras e palavras. Aprendi muita coisa. Mas, eu preciso de muito mais a cada dia. Não gosto de escrever no meu caderno sozinho. Até convidei alguns amigos pra me ajudar. E eles me ajudaram a escrever textos tão interessantes, que até plastifiquei. Senti muita coisa. Outros, desconhecidos, entraram no meio pra também tentar escrever e não é que também eu gostei. Sentimentos são contados, momentos são vividos, palavras que são ditas. Há histórias que dá vontade de apagar. Mas, eu me espanto por eu não ter uma borracha. Só eu que preciso esquecer. Às vezes, essas palavras fogem da linha, ficam tortas e descontroladas. Aí eu tenho que tentar dar um jeito. Preciso pôr várias formas. 
No meu passo, no meu ritmo, vou escrevendo. 
Às vezes devagar, de vez em quando, depressa. 
Mas, ao mesmo tempo é estranho. 
Porque na última folha tem um ponto final. 
Um ponto final desenhado de lágrima. Não sei se por tristeza ou felicidade.
Mesmo assim, eu insisto em rabiscá-lo, em escrevê-lo.
Isso é o que me dá vida! Dá-me sentimento.
E não é o caderno mais bonito, mas é o caderno que eu tenho. 
É o caderno que é meu. 
E é nele que eu conto uma história por dia.

(Jones Barreto Corrêa)

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