sábado, 14 de maio de 2011

Meu-Caminho.

Um dia, o mundo "tomou conta" de mim.
Fez-me fantoche,
Que mais parecia um brinquedo.
Fez-me boneco.
Que mais parecia um chaveiro.

Não sabia de muita coisa.
Pouca coisa eu conhecia.
Muita gente desconhecia.
Com cordas pequenas e pernas curtas fui um quase-ninguém.

Mesmo bem devagar,  eu caí.
Mesmo falando, calei.
Um dia, porém, gritei.
Fui me tornando um menos-ninguém.

Meu caminho fui construindo e nele fui seguindo.
 Às vezes, eu me perdi.
Outras, arriscando, feliz segui.
Pessoas me ajudaram
Algumas outras me ensinaram.
Outras, porém, derrubaram.
Fui me tornando um não-ninguém.

O que de melhor aprendi
é que posso ser livre.
Livre para escolher o meu caminho.
Por mais pedras que encontre,
Posso ser livre para escolher quem me tornarei.

Hoje,
Não sei tudo de mim.
Mas, sei muito das coisas que quero.
Sei muito das pessoas que amo.
Sei muito da pessoa que sou.
É o meu caminho.
Pode ser confuso e indeciso.
Talvez, contente e tranquilo.
Pode ser Tudo!
Ou talvez nada!
O Meu-caminho depende de mim.


(Jones Barreto)

2 comentários:

Thiago Brito disse...

Poxa Jones, texto incrível, parabens mesmo, tu sempre me surpreende a cda postagem..

abrçãoo

Raquel Amarante disse...

Você é de uma sensibilidade....

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