quarta-feira, 18 de maio de 2011

Luta Antimanicomial !

Quem não tem uma loucurinha lá no fundo que desperta de vez em quando?

Eu sou um pirado pela vida!
E fico malucão quando tenho alguns problemas para resolver!
 Sou um doidão que anda pela rua sem que ninguém fale... HAHA!
E por que eles é que vão ser julgados e trancados em hospícios, manicômios ou hospitais psiquiátricos...
Neste momento, muitos estão sendo maltratados e aprisionados, piorando e falecendo.

E você, o que me diz?



Eu digo uma coisa...
Respeito às diferenças!
Todo mundo gosta, mas poucos o fazem..
Afinal, 
Visto bem de perto, quem é que é normal?


(Jones Barreto)

domingo, 15 de maio de 2011


 "O  pão preparado com amargura satizfaz somente a metade da fome."


(Khalil Gibran, citado por Raquel Amarante)

Permitir escutar.

Talvez, 
Eu não tenha a resposta que mudará o seu caminho
ou lhe tornará uma pessoa melhor. 
Mas, buscarei ouvir-lhe com toda a minha atenção e sensibilidade.

Sentindo raiva ou expressando seu ódio,
Estarei logo ao seu lado.
Ouvindo o que tem pra dizer.

Permitirei-me ouvir, sem julgamentos, cada palavra ou gesto que a mim dirijir.
Permitirei-me lhe ajudar, sem a minha vida eu misturar.
Não vou mentir.
Mas, se preciso, omitir.
E, assim, caso você me permita,
eu responderei.
Sem truques ou mentiras.
 Que as palavras sinceras serão as sempre ditas.
Daqui pra frente, então,
meu acordo será este:
Caso queria conversar,
Vou me permitir.
Irei sempre lhe escutar.


(Jones Barreto)

sábado, 14 de maio de 2011

"Não se trata de saber por que somos livres,
Mas sim, de encontrarmos os caminhos da liberdade".

(Jean-Paul Sartre)

Meu-Caminho.

Um dia, o mundo "tomou conta" de mim.
Fez-me fantoche,
Que mais parecia um brinquedo.
Fez-me boneco.
Que mais parecia um chaveiro.

Não sabia de muita coisa.
Pouca coisa eu conhecia.
Muita gente desconhecia.
Com cordas pequenas e pernas curtas fui um quase-ninguém.

Mesmo bem devagar,  eu caí.
Mesmo falando, calei.
Um dia, porém, gritei.
Fui me tornando um menos-ninguém.

Meu caminho fui construindo e nele fui seguindo.
 Às vezes, eu me perdi.
Outras, arriscando, feliz segui.
Pessoas me ajudaram
Algumas outras me ensinaram.
Outras, porém, derrubaram.
Fui me tornando um não-ninguém.

O que de melhor aprendi
é que posso ser livre.
Livre para escolher o meu caminho.
Por mais pedras que encontre,
Posso ser livre para escolher quem me tornarei.

Hoje,
Não sei tudo de mim.
Mas, sei muito das coisas que quero.
Sei muito das pessoas que amo.
Sei muito da pessoa que sou.
É o meu caminho.
Pode ser confuso e indeciso.
Talvez, contente e tranquilo.
Pode ser Tudo!
Ou talvez nada!
O Meu-caminho depende de mim.


(Jones Barreto)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

(Des)Humanização.

Há coisas na minha vida que me chama muita a atenção.
Quando você se dá conta...
Alguns chamam isso de paradoxo,
Outros, talvez, de preconceito,
Outros ainda de discriminação.

Não se pode fazer da atitude de uns o julgamento de todos. 
Há pessoas e há pessoas. A diferença é um pouco sutil. Não julgo. Não deprecio. Gosto de animais e os trato muito bem. São seres que me fazem um bem imenso. E como gosto deles! Admiro canis que tratam cachorros que andam pelas ruas. Mas, o que me assusta é o que fazem com os seres humanos. O que me espanta e frequentemente me faz indignar é o que fazem com eles. Ou, muitas vezes, o que não fazem para eles.

O que passei a chamar de desumanização.
Coisa que não deveria acontecer de modo algum.
Mas, não fazem com animais.
E são os humanos que sofrem mais.
Fazem de um animal um ser humano
e do ser humano um "animal".
Melhor dizendo,
Com o ser humano fazem coisas muito piores.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Do pronome "nós".


Crescimento começa por dentro,
Mas também se cria por fora.

Não nascemos sós,
Nem morremos sós.
Somos sempre do pronome "nós".

Você me ensinou a falar.
Ensinou-me também a dizer.
Mais um pouco, a refletir.
Então, a perceber.
 Uma mistura maluca!
um pouco de eu, mas também de você.

Porque dentro de cada um de nós,
tem sempre algo de dentro
e sempre algo de fora.

Deixei um pouco de mim,
mas levei um pouco de ti.
Por que a vida é assim?

Vivo atrás de você.
Talvez, sem saber...
Você vive atrás de mim.

Com você eu cresci,

Porque, talvez, a vida é assim...
Eu com um pouco de você,
Você com um pouco de mim.


(Jones Barreto)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Levarei comigo. [*]


Muitos textos tenho lido.
Muita música por aí.
Suei tanto na correria.
Por lugares eu passei,
Onde nunca pensava ir.

Escrevi até que meus dedos calejassem.
Sofri muito sem saber aonde ir.

Mas, uma coisa eu sei que vou levar para sempre.
Não são livros nem tecnologia.
Não são vídeos. Não são jogos.
 Nem as poesias de cada dia.

Pra ser sincero,
Vou levar coisa melhor...
Levarei a amizade.
Das pessoas que de verdade eu conheci.
Que de momentos fiz um grande encontro.
Tanto alegres,
Quanto hostis.
Que de palavras fiz um grande amigo.
Levarei cada rosto,
Levarei cada sorriso.


(Jones Barreto)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Simples conclusão. [*]


Pois, então, cheguei a um simples conclusão.
A esperança é realmente a última que morre,
E que a vida não tem sentido sem um pouco de emoção.

Dei a volta ao mundo à procura de alguma coisa que fizesse a diferença.
Encontrei morte,
Encontrei corrupção.
Encontrei hipocrisia.
Encontrei destruição.

Mas, uma coisa eu encontrei,
Que me fez continuar.
Foi a conquista da paz,
e a amizade que muitas pessoas sabem cultivar.

Foi o grito de "eu te ajudo",
que um desconhecido me disse,
quando eu não queria mais andar.
Foi a sinceridade,
Que me fez continuar.

Assim, cheguei a uma simples conclusão.
Mesmo com a mais intensa das fomes.
Mesmo com a mais intensa das sedes.
Há sempre a esperança,
de que a vida pode mudar.
Que o sentimento reside em nós.
O amor.
E é isso,
que me dá força pra continuar. 


Jones Barreto

sábado, 2 de abril de 2011

Nas palavras diversas... [*]


Cegos, surdos...
não enxergam, não escutam.
não veem o que eu vejo, não escutam o que eu ouço.
não podem ver o que, algumas vezes, olhos e ouvidos denunciam.

É aqui que eu me engano e entendi.
Eles podem perceber e muito mais compreender.
Talvez, 
muito mais além do que se vê.

Nem melhores nem piores.
Simplismente, falam, escutam e percebem...
de um jeito que é bem particular.

Não julgam pela sua cor nem pelo seu estilo.
Não escutam preconceitos nem falsidades.
Julgam, simplismente, por aquilo que você tem por dentro.

Cegos, surdos...
não enxergam, não escutam.
Mas, nas palavras diversas,
eles são iguais,
podem sentir...
e é nisso,
que eu acredito até o fim.

Jones Barreto


terça-feira, 29 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Um simples "Bom Dia".[*]


Naquele dia, parecia o pior dia do mundo.
Não havia sol e nuvem aparecia.
Começava-se o dia. Era plena segunda-feira.
E a rua, assim, de gente enchia..

De repente, no ponto de ônibus eu parei.
A confusão era certa. Uma chuva parecia estar por vir.
Lá bem no fundo do ônibus alguém aos prantos chorava.
Foi, então, que senti.

Que eu não posso salvar o mundo assim simplismente.
Contar uma história e querer que sejam felizes para sempre.

Mas, eu posso, apesar de tudo,
No mais trágico do dia..
Escutando a mais triste melodia..
Fazer alguém sorrir.
Com um simples,
mas sincero desejo de "Bom Dia..."

(Jones Barreto)

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Encontro. [*]

"De repente, ela se fez ausente.
Surgiu sem ninguém ver.
Foi embora sem ninguém entender.

Mas, isso não não faz mal algum.
Simplismente não importa.
 

Foi um encontro simples,
de duas palavras e meia.


Lentamente veio.
Rapidamente foi embora.
Mas, deixou-me algo.

Deixou um pouquinho dela
E levou um pouquinho de mim.
Assim, ela se fez presente. Tornou-se especial.
Fez-se presente em nós. Fez-se presente em mim."

Jones Barreto

sábado, 19 de março de 2011

Qual a coisa mais "fina" do mundo?

"Minha mãe achava o estudo a coisa mais "fina" do mundo.
Não, não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento."
(Adélia Prado)


Não venho dizer que eu não seja capaz de sentir ou coisa parecida, mas uma simples palavra foi capaz de me provocar dúvidas...

Talvez muitos tenham a sensação de viver num momento onde o mundo pede socorro. São furações, "tsunames", enchentes, terremotos, assassinatos, mortes, corrupções, autoritarismos, explosões, brigas, crises... E talvez a lista não pare...
Temos, talvez, a sensação de termos milhões de cientistas criando diriamente as mais magníficas tecnologias com as suas centenas de milhares de utilidades...
Temos, tavez, meios e modos de criar e recriar tudo a favor do homem.
Mas, mesmo assim ele parece pedir socorro...

Assim....
O sentimento talvez não me traga mais dúvidas...
Talvez ele seja a "dúvida"...
a dúvida de que precisamos.
e que, talvez, precisamos valorizar...

Talvez experimentamos o sentimento do nosso seu modo, da nossa maneira e o guardamos num baú bem velho...
Assim, ninguém nunca ouvirá dizer, falar ou compartilhar aquilo que só você sentia..

Poderão ouvir seu nome ou mesmo dar um nome.
Então, talvez falte falar.
Falar do que se tem por dentro.

Talvez, o mundo precise disto.
Falar do sentimento que se sente.
De um pouco mais daquele sentimento refinado que muitos tem para oferecer...

Talvez, descobrir o que se tem realmente por dentro pareça tão valioso quanto se imagina.
E me parece que ajudar isso acontecer também pode fazer a diferença em muita gente.

O sentimento parece tão valioso que ninguém pode roubar a sua experiência de sentir.
De sentir algo por alguém ou por qualquer coisa do mundo.
De perceber um sentimento em alguém.
De recebê-lo de alguém...
De compartilhá-lo com alguém...
De dar, talvez, a coisa mais "fina" do mundo.

Ele pode fazer a diferença até vindo de alguém que eu costumamente considerava como apenas um enfeite.

Jones Barreto

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que tenho a dizer.[*]

Escutam com frequência palavras a meu respeito e, às vezes, nem ligam para o que eu mesmo tenho a dizer a meu respeito. Não que não seja bom ter referências e indicações, pois isso é legal, gratifica. Mas, às vezes, perdem-se no parece ser ou no suponho que seja. Assim, acabam por se esquecerem de me perguntar e ver o que faço, para me tornar o que sou.
Jones Barreto




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