sábado, 10 de março de 2012

"Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: - Me ajuda a olhar!"
(Eduardo Galeano)
"(...)É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe...
Como seria bom se as outras pessoas fossem vazias como o céu, e não tão cheias de palavras, de ordens, de certezas. Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu, onde podemos fazer voar nossas fantasias como se fossem pipas..."
(Rubem Alves)
"Eu sou essa gente que se dói inteira
porque não vive só na superfície das coisas."

(Marla de Queiroz)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minha ausência...

A minha ausência aqui no blog é talvez algo que eu não sei dizer ao certo o porquê. Estou vivendo mais eu acredito a vida fora do campo virtual, praticando mais a leitura em livros e dedicando um pouco mais aos meus estudos. Poderão me encontrar no "facebook" e no "e-mail" com um pouco mais de frequência durante este período de dezembro e janeiro. Queria agradecer a todos que por aqui convivi e digo que aprendi muita coisa por aqui. O blog continuará, mas as postagens cessaram por enquanto.
Um abraço.
Jones Barreto.

domingo, 4 de setembro de 2011

É possível. Eu acredito.

 A possibilidade que eu tanto procurava ao redor de mim eu encontrei. Aliás, estou encontrando. Porque, a cada dia que passa, sinto-me alguém diferente. Experiências que vivencio a todo momento vão fazendo parte da minha e vão me tornando uma pessoa melhor, como assim prefiro dizer. A possibilidade eu encontrei, mas percebi que fui eu que a fiz. Agradeço ao mundo, especialmente às pessoas, pela ajuda, pela companhia, pela amizade, pelos risos, pelos desafios, pelos momentos. Faço da possibilidade a fonte da minha vida e a fonte de ajuda do mundo, fonte de realização. A cada passo que dou eu me torno. Eu me torno alguém diferente, que não se esquece de quem era, mas vive quem está sendo. E por isso eu insisto em continuar. Porque acho que ainda seja possível: ser e ajudar um outro alguém a ser. Assim, eu insisto na caminhada. Não é porque dizem. É porque eu acredito e luto!
(Jones Barreto Corrêa)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ela me disse

Perguntei a ela, um dia, o que ela havia sentido naquela noite.
Ela me disse que havia caído, machucado e até passado mal.
E também me falou de como tudo aconteceu.

Mas, ao falar daquele mal,
Que com medo, estremeceu,
Ela respirou fundo e se levantou.

Ontem, ela me disse que muito apanhou,
Hoje, ela me disse que foi por causa do tombo que ela cresceu.
(...)
Foi o que a vida me disse.
Ela viveu e aprendeu.

(Jones Barreto Corrêa)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sonho


Qual seria a graça de um grande sonho, sonhado de olhos fechados, se não eu não tivesse a oportunidade de descobrir se ele pode ser realizado de olhos abertos?

Talvez, eu não consiga realizar todos os meus sonhos. 
Mas, eu posso sonhar todas as minhas realizações...
e lutar para que aconteçam.

(Jones Barreto Corrêa)

domingo, 3 de julho de 2011

Meu caderno

A cada dia que passa as folhas do meu caderno se multiplicam.
Já se foram muitos lápis, canetas, pincéis, figuras e palavras. Aprendi muita coisa. Mas, eu preciso de muito mais a cada dia. Não gosto de escrever no meu caderno sozinho. Até convidei alguns amigos pra me ajudar. E eles me ajudaram a escrever textos tão interessantes, que até plastifiquei. Senti muita coisa. Outros, desconhecidos, entraram no meio pra também tentar escrever e não é que também eu gostei. Sentimentos são contados, momentos são vividos, palavras que são ditas. Há histórias que dá vontade de apagar. Mas, eu me espanto por eu não ter uma borracha. Só eu que preciso esquecer. Às vezes, essas palavras fogem da linha, ficam tortas e descontroladas. Aí eu tenho que tentar dar um jeito. Preciso pôr várias formas. 
No meu passo, no meu ritmo, vou escrevendo. 
Às vezes devagar, de vez em quando, depressa. 
Mas, ao mesmo tempo é estranho. 
Porque na última folha tem um ponto final. 
Um ponto final desenhado de lágrima. Não sei se por tristeza ou felicidade.
Mesmo assim, eu insisto em rabiscá-lo, em escrevê-lo.
Isso é o que me dá vida! Dá-me sentimento.
E não é o caderno mais bonito, mas é o caderno que eu tenho. 
É o caderno que é meu. 
E é nele que eu conto uma história por dia.

(Jones Barreto Corrêa)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A maior prisão, talvez


Acredito que a maior prisão de um ser humano é aquela na qual a única sensação que invade seu corpo é o medo de sair pela porta e enfrentar a sociedade.

(Jones Barreto Corrêa)

Permanência.

Pensei um pouco na história do meu blog e no significado que ele tem pra mim durante quase 2 anos. Ele produziu sentidos muitos significativos na minha vida, proporcionados por muitos de vocês. 
A decisão que tomei é a de não desativá-lo, mas continuar com escritos parelelos..
O pequeno..."Ser"

É uma confusão aqui dentro da cabeça! ;P
Obrigado.
(Jones Barreto)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Ensinamento"


Há dias algo me faz sentir algo diferente. 
Desde pequenos vamos sendo "moldados", instruídos e aos poucos vamos aprendendo o que se deve e o que não se deve fazer. Ao longo da vida passamos por várias fases. Dentre elas, a escola. Vamos aprendendo, descobrindo e experenciando costumes, cultura, modos de agir, de nos comportar. A escola nos prepara, hoje, para a competição, para a qualificação a qualquer preço. O mundo pautado no dinheiro impõe desafios, sofrimentos, individualismo. Somos introduzidos na lei. Ou melhor, nas leis. Nas leis que nos coloca algemas, camisas de força ou mesmo nos deixa soltos, sem saber para aonde ir. Então, elas novamente nos prende.
Valorizam o conhecimento, os estudos, a tecnologia, o currículo, o QI...
Crianças cada vez mais se "entopem" de tarefas extras, cursos de línguas, cursos de computação e por assim vai...
Assim, o mundo faz com que nós passamos a engolir a nós mesmos. Ele é cruel. Ele deseja o melhor em saber, em conhecer.

Passamos pela escola, pela faculdade, pela pós-graduação, pelo mestrado e assim vamos nos qualificando até sermos os bam bam bans...
Vamos nos afastando de nós mesmos. Mas, vamos nos afastando dos outros. Das pessoas que passam por nós, da nossa família.
Não quero dizer que isso não deva ter ou acontecer. É preciso, é necessário. Mas...
Talvez, esquecemos que pessoas estão ao nosso lado, pedindo um pouco de afeto, um pouco de carinho, um pouco do nosso tempo "tão corrido", como assim dizemos. Não escutamos amigos que nos chamam para sair, para conversar, para contar um caso, pra contar da vida...
Talvez, esquecemos que alguém precisa apenas de um tempinho nosso.
Um abraço, uma conversa, uma piada...
O que quero dizer...é que aprendi algo depois de anos e anos de vida, apesar de novo.
Já escrevi uma vez, mas escreverei de novo, pois, acredito muito no que quero passar.

 Ensinamento
"Minha mãe me disse um dia que os estudos eram a coisa mais "fina" do mundo .
Não. Não é.
A coisa mais "fina" do mundo é o sentimento.

 ..
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
Ela falou comigo:
- "Coitado, até essa hora no servo pesado".
 
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Ela não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
"

(Adélia Prado)
(...)

sábado, 4 de junho de 2011

Sor(Rir)!

Foto: Blog "OsMeusSapatosdePrata"

A cada dia que passa,
o ato de rir me facina.
Mas, falo daquele riso sincero, daquele ser autêntico.
Daquele riso que alucina!

Pode ser sozinho, pode ser em grupo.
Pode ser na rua, na escola ou até na cozinha.
Pode ser em qualquer lugar.
Pode ser com sorriso largo
Ou até sem nenhum dente mostrar.
Pode ser alto ou até baixinho.
Aliás, melhor com um do que sozinho.

Mas, falo daquela piada,
que faz morrer de rir.
Falo do caso engraçado, da vida real, das palavras estranhas,
da história inventada.
Falo daquele momento,
que você não insiste, que você não implora.

Falo do que é espontâneo, do que é verdadeiro,
do que é engraçado.
Não falo fingimento. 
Mas, pode ser fuga da vergonha.
Infelizmente, constrangimento.

Pode ser de dia. Talvez, à tarde.
Ou pode ser à noite.
Na conquista ou quando há amizade.

A cada dia que passa, repito.
O riso me fascina.
Faz crescer. Faz melhorar.
Faz reagir, faz aprender.
Traz calor, traz perdão.
Faz sorrir, faz lembrar.
Faz falar.
Faz feliz.


(Jones Barreto)

domingo, 22 de maio de 2011

Sensação














Calor, medo, frio, dúvida, grande confusão...
Delírio, atordoamento, um pouco de ilusão...
Terror, perversidade, quase alucinação...
Inquietude, febre, amor, menos aversão...
Malandragem, angústia, muita tensão...
Cansaço, correria, dor, percepção...
Desejo, fetiche, fantasias...
É muita sensação...

Quando tudo isso paira sobre alguém,
Como se cura?
O que se faz?
Talvez, eu não queira cura.
Nem mesmo me encher de remédio.

Quero vontade.
Quero fome.
Quero algo que seja de dentro.
Quero verdade.
Quero, simplismente, 
Sentimento...


(Jones Barreto)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

De olhos fechados

"De olhos fechados, buscarei te ver.
Irei me abrir, para tentar me aproximar.
Escutarei, sem buscar te explicar.
Uma verdade que é tua.
Vamos conversar. Uma vida que é tua.
Compreender. Escolher. Vivenciar. Desejar...
Sentir...
VamoSER..."

(Jones Barreto)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

NÃO à violência sexual!


 Diga NÃO à violencia, ao abuso e à exploração sexual!
Vamos lutar pelas crianças e pelos adolescentes!

Violência aprisiona!
Quem negligencia também violenta!

Faça Bonito!
Denuncie.
Powered By Blogger

Visitantes Online