sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

De olho no próprio critério

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"Você pode ter levantado esta manhã sem saber dizer o que esperar do dia, mas alguns acontecimentos lhe fazem dizer: "Ganhei o meu dia! O dia de hoje valeu à pena!" Como pode chegar a dizê-lo com clareza? Porque você compara aquilo que está acontecendo com uma espera e por meio dela você pode chegar a afirmar: "isso tem a ver, isso não tem a ver". Não se refere ao planejamento do dia, mas a uma espera que o habita ainda que até então você não tivesse dado atenção à ela; tem a ver com o motivo pelo qual você levantou hoje, mesmo que não tenha refletido sobre ele. Não sabemos com clareza o que esperamos, não sabemos bem que dinâmica é essa; no entanto, aquela espera é um critério muito claro: emerge uma dor quando algo não tem a ver; quando chegamos a afirmar que algo tem a ver conosco emerge o desejo profundo de adentrar mais. Poderíamos até temer, ficar incomodados, deixar pra depois... Mas sabemos que algo ali nos corresponde."
(Miguel Mahfoud, 2012).

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