segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Experiência que dá unidade

[...]


"Pensem na experiência do adolescente:
- 'Meu braço é fino, meu nariz é grande, meu cabelo não é como o daquele modelo...'

Todo complicado consigo mesmo porque não é o que deveria ser. De repente, se surpreende olhado por aquela garota e se descobre. Mas se descobre porque ele olha para alguém que olha para ele: desfoca o olhar de um detalhe e outro, e afirma o ser - próprio e do outro contemporaneamente - e brota um desejo de bem para a vida, um ideal, um posicionamento político, um desejo de que a vida seja isso ou aquilo, uma radicalidade crítica. Põe o dedo na ferida apontando incoerências e vai se tornar muito exigente, com seu motor humano muito ativo. Mas toda aquela exigência, enquanto ele não se percebia olhado, eram complicações amontoadas" (Miguel Mahfoud, 2012).


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